ZZ Top faz três shows no Brasil em novembro, os primeiros sem a formação clássica
A turnê The Big One! passa por Porto Alegre, Curitiba e São Paulo entre 18 e 21 de novembro de 2026. Billy Gibbons, único integrante clássico ainda na estrada, lembra a estreia brasileira de 2010.

O ZZ Top se apresenta em três cidades brasileiras em novembro de 2026, dentro da turnê The Big One!. O trio texano toca em Porto Alegre no dia 18, no Auditório Araújo Vianna; em Curitiba no dia 20, no Igloo Super Hall; e em São Paulo no dia 21, no Suhai Music Hall. A realização é da Infinito Entretenimento e da MCA Concerts, os ingressos estão à venda no Uhuu.com e a classificação é de 18 anos.
São apenas a segunda passagem da banda pelo país, 16 anos depois da estreia, e a primeira sem os três músicos que a consagraram. Em maio de 2010, o ZZ Top tocou no extinto Via Funchal, em São Paulo, onde a procura levou à abertura de uma segunda data, e em seguida seguiu para Porto Alegre.
Uma formação reformulada
Dusty Hill morreu em 2021, e o baixo passou a ser tocado por Elwood Francis, que trabalhava havia décadas como técnico de guitarra do grupo. A mudança mais recente é a da bateria: Frank Beard, que ocupava o posto desde 1969, morreu em 17 de agosto de 2026, aos 77 anos, depois de passar boa parte do ano afastado dos palcos por problemas de saúde. Michael Monahan, indicado pelo próprio Beard, assumiu as baquetas.
Aos 76 anos, Billy F. Gibbons é hoje o único membro da formação clássica em atividade. Segundo ele, a banda tem recebido mensagens de carinho de quem pede que o trabalho continue, e Hill e Beard deixaram claro que queriam a continuidade do grupo. Gibbons define o lema atual como "keep on keeping on", algo como "seguir em frente, custe o que custar".
Memórias de 2010
Gibbons conta que a banda guarda na memória o comentário que ouviu de todos os lados depois daquelas noites: o público brasileiro estaria entre os mais animados que o ZZ Top já encontrou. Para ele, a lógica é simples, porque a banda rende mais quando a plateia quer se divertir.
"Se existe um país que sabe o que é preciso para cair na festa, é o Brasil."
Repertório sem roteiro fechado
Sobre o repertório, o guitarrista diz que acertar o set com antecedência é um conceito estranho ao grupo. As músicas de cada noite podem ser definidas poucas horas, às vezes minutos, antes de o show começar, numa abordagem que ele descreve como defesa da espontaneidade. Ele também afirma que o ZZ Top é "um estado de espírito" e resume o trio como três músicos tocando com emoção.
As declarações foram dadas em entrevista exclusiva ao Tenho Mais Discos Que Amigos.
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