Duane “Keffe D” Davis é condenado a 40 anos de prisão perpétua pelo assassinato de Tupac Shakur
Primeiro e único condenado pela morte do rapper, Davis recebeu a sentença na terça-feira, segundo o Digital Music News. Ele se declarou inocente e diz que vai recorrer.

Duane “Keffe D” Davis foi condenado a 40 anos de prisão perpétua pelo assassinato de Tupac Shakur, informa o Digital Music News. Segundo o site, a sentença saiu na terça-feira, e Davis é o primeiro e único condenado pela morte do rapper.
Pelo que Davis foi condenado
O Digital Music News descreve Davis como um ex-líder de gangue considerado culpado de homicídio por ter organizado o ataque a tiros, de dentro de um carro em movimento, que levou à morte de Shakur. Ele se declarou inocente da acusação de assassinato. De acordo com o site, Davis sustenta que não é culpado porque outra pessoa puxou o gatilho.
Davis foi preso em 2023. Segundo o Digital Music News, ele já falava abertamente sobre o caso havia anos. Em um livro de memórias de 2019 e em entrevistas antigas, disse que forneceu a arma e estava no carro de onde partiram os tiros contra Shakur. O site afirma que o livro serviu como prova importante na investigação e no julgamento.
Durante o julgamento, a defesa de Davis tentou mostrar que ele havia mentido no livro e nas entrevistas. O Digital Music News relata que Davis chegou a dizer que “nunca leu aquele livro”. Depois da condenação, ele afirmou ao The Hollywood Reporter: “Eu não sou nenhum assassino filho da puta”, conforme citado pelo Digital Music News. Aos 63 anos, ele diz que pretende recorrer.
A reação da família de Shakur
Irmã do rapper, Sekyiwa Shakur comentou a sentença em declarações reproduzidas pelo Digital Music News.
“Eu acredito que, quando você tira uma vida desse jeito, merece cada minuto, cada minuto da pena máxima.”
Ela acrescentou: “É hora de sentar e refletir sobre o que você fez a este mundo, não só a mim.”
O que a sentença resolve e o que deixa em aberto
A sentença dá um desfecho formal ao caso depois de mais de 30 anos, mas não encerra necessariamente a história na Justiça. Davis disse que vai recorrer, e a condenação ainda pode ser contestada. O Digital Music News não menciona outros processos pelo assassinato.
O caso também tem peso histórico. Segundo o Digital Music News, a morte de Shakur é apontada há muito tempo como um momento decisivo da rivalidade entre a Costa Leste e a Costa Oeste no rap dos anos 1990. Também é citada como um dos principais exemplos da violência de gangues na indústria do rap. O site diz que a gravadora de Shakur, a Death Row, de Suge Knight, era ligada aos Bloods, enquanto a Bad Boy Records, de Sean “Diddy” Combs, tinha vínculos com os Crips.
Davis já havia alegado que Combs ofereceu US$ 1 milhão pela morte de Shakur. O Digital Music News informa que Combs nega essas acusações há anos. São alegações, e nada indica que tenham feito parte da condenação.
Fontes
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